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Como Considerar o Custo da Capacidade Ociosa na Análise de um Novo Investimento de Investimento?

Artigo da série One Page - Elaborado por Francisco Calvalcante

Imagine que uma fábrica tem uma unidade de galvanização com 50% da sua capacidade ocupada. Portanto, temos 50% de capacidade ociosa.

Pela previsão de crescimento, a fábrica levará três anos para a plena ocupação desta unidade.

Vendo isto, a administração está pensando em lançar uma nova linha de produtos aproveitando a ociosidade da unidade de galvanização.

Como o investimento na unidade de galvanização já está realizado, não entrará nenhum custo de investimento desta unidade na projeção do fluxo de caixa que suportará o calculo da TIR e do VPL, métricas que apoiarão a decisão de investir ou não na nova linha de produtos.

Porque desse procedimento: o novo investimento não acarretará investimento incremental na unidade de galvanização. A empresa aproveitará a ociosidade desta unidade!

Este procedimento é correto? Vamos analisar.

À medida que você introduz novos produtos, você encurta o período de estimativa da ociosidade.

Exemplo: este novo produto reduzirá a estimativa do período de ociosidade de três para dois anos.

Se o uso da instalação ociosa não entrar na conta, podemos afirmar que o lançamento desta nova linha de produtos ficará facilitado. Portanto, daqui a dois anos, se uma nova linha de produtos assemelhada for lançada, sua avaliação financeira ficará dificultada, pois o fluxo de caixa do projeto absorverá todo o custo do investimento numa nova linha de galvanização. Isso tudo é correto?

Vamos aos números: o investimento numa nova linha de galvanização, semelhante à atual, é estimado em R$ 10.000 para durar cinco anos.

Vamos definir o custo de capital de 12% ao ano para analisar novas oportunidades de investimento. Portanto, o custo anual equivalente do investimento é de R$ 2.774.

Como chegamos a este valor? Utilizando a função financeira PGTO no Excel definimos: Taxa = 12% ao ano; Nper = 5 anos; e Vp = R$ 10.000.

Como este novo investimento irá antecipar o período restante de perpetuidade de três para dois anos, é justo considerar no fluxo de caixa da nova oportunidade de investimento o custo de 1 (um) ano de antecipação do período de ociosidade.

Liquidez no 1º trimestre de 2013 = Geração de caixa operacional / Serviço da dívida

Como o custo de R$ 2.774 está a preços de daqui a dois anos, vamos trazer a valor presente pelo custo de capital de 12% ao ano.

Custo de antecipação da ociosidade = R$ 2.774/1,122 = R$ 2.211

Conclusão: este valor de R$ 2.211 deve sim entrar na conta do fluxo de caixa que suportará a análise da nova oportunidade de investimento.

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