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Endividamento é Informação Estática e Liquidez é Informação Dinâmica

Artigo da série One Page - Elaborado por Francisco Calvalcante

Se uma empresa deve R$ 1.000.000 para bancos, esta informação pede uma data. Quando?

A empresa deve R$ 1.000.000 para bancos em 30 de abril de 2013.

Análise do endividamento também exige uma ordem de grandeza. Portanto, temos que identificar uma referência. As mais comuns são: patrimônio líquido (PL) e ativo total (AT).

Endividamento bancário em 30/04/2013 = R$ 1.000.000 / PL de R$ 1.000.000 = R$ 1,00.

Interpretação: para cada R$ 1,0 de capital próprio investido a empresa deve R$ 1,0 junto a bancos.

Endividamento bancário em 30/04/2013 = R$ 1.000.000 / Ativo Total de R$ 4.000.000.

Interpretação: para cada R$ 1,0 de investimento em ativo fixo, R$ 0,25 está sendo financiado junto a bancos.

Conclusão: os exemplos acima mostram que a análise do endividamento é estática. Acontece em 30 de abril de 2013, por exemplo. Ou seja: numa data específica. Portanto, podemos atualizar a análise do endividamento ao final de cada mês, trimestre, semestre ou ano. Os dados extraídos de balanços servem para esta tarefa.

Exemplo:

Verificamos que o endividamento cresce de forma lenta e firme.

Já a liquidez é uma análise dinâmica. Não se refere a uma data, e sim a um período: pode ser mês, trimestre, semestre ou ano.

Liquidez lembra dinheiro. E dinheiro lembra caixa, ou melhor, geração de caixa.

Mas liquidez em relação a quê? Geralmente queremos mostrar liquidez em relação aos nossos credores bancários e assemelhados. Portanto, a melhor relação para medir a liquidez é:

Liquidez no 1º trimestre de 2013 = Geração de caixa operacional / Serviço da dívida

Liquidez no 1º trimestre de 2013 = R$ 10.000.000 / R$ 8.000.000 = R$ 1,25

Interpretação: para cada R$ 1,0 de pagamento do serviço da dívida, a empresa gerou um caixa operacional de R$ 1,25.

Serviço da dívida significa: pagamento dos juros mais principal.

Fica evidente que esta avaliação vale para o 1º trimestre de 2013. Portanto, podemos acompanhar a liquidez da empresa trimestralmente.

Vemos que a liquidez piora mês a mês de maneira gradual e firme.

Importante: o indicador de liquidez calculado desta forma captura a empresa em movimento. Por isso dizemos que é dinâmico.

Outro detalhe: para análise da liquidez de uma empresa vale a seguinte regra: liquidez futura (projetada) é a que interessa.

Em resumo: a análise da liquidez é mais relevante se elaborada com base em projeções.

Ou seja, a liquidez futura interessa muito mais do que a passada. Esta é verdade.

E como fica o clássico indicador de liquidez corrente (e assemelhados)? Ativo Circulante / Passivo Circulante, por exemplo?

Não vale muito coisa. São calculados com base em posições estáticas de balanço. Não observam a empresa em movimento.

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